Projeto Im2 2019-08-12T13:47:51+00:00

Projeto Im2

Associação Nacional de Intervenção Precoce

Projeto Im2 – Intervir Mais, Intervir Melhor

O QUÊ?

Foi um projeto promovido pela ANIP para a promoção e disseminação de práticas de qualidade em Intervenção Precoce na Infância, a nível nacional, ao longo de 18 meses.

COMO SURGIU?

O Im2 surgiu como resposta a uma de várias propostas lançadas pela ANIP e Comunidade Cientifica ao SNIPI, em 2012.

Num documento apresentado à Comissão de Coordenação do SNIPI em 16 de abril de 2012, a ANIP e vários peritos nacionais provenientes das principais universidades do país, relataram em consenso as dificuldades que persistiram com o início da implementação do SNIPI, através do conhecimento que a ANIP obteve a partir de profissionais e famílias em IPI, bem como, através de alguns estudos e pesquisas efetuados em contexto académico.

Mais tarde, surgiu a oportunidade de candidatura ao Programa Cidadania Ativa com parte das propostas apresentadas em 2012 e o projeto da ANIP foi repescado pela Fundação Calouste Gulbenkian para iniciar em outubro de 2014.

PORQUÊ?

Na sua globalidade, constatávamos que ainda persistia a nível nacional uma grande assimetria e disparidade no que diz respeito ao funcionamento e padrões de qualidade das diferentes ELI, devido, em grande parte, à inexistência de um modelo conceptual de referência explícito no SNIPI, que funcionasse como orientador das práticas das ELI e dos seus profissionais.

Defendemos, assim, que era fundamental adotar uma filosofia de intervenção comum, que respeite as Boas Práticas reconhecidas internacionalmente, baseadas na evidência (empírica e cientifica), de forma a assegurar a qualidade do trabalho das ELI junto das famílias e das crianças.

COMO?

Através de uma plataforma de colaboração entre a ANIP, o Sistema Nacional de Intervenção Precoce (SNIPI), a Associação Pais em Rede, a Universidade de Aveiro e outras universidades portuguesas com relevância na área da IPI (designadamente, as universidades do Minho, Porto, Aveiro, Lisboa, Évora e o ISPA), concretizaram-se várias iniciativas que tiveram como finalidade consolidar um quadro de referência comum orientador para a atuação dos profissionais de IPI em Portugal.

QUE CONTRIBUTOS?

O Im2 contribuiu para consolidar um referencial comum orientador das práticas dos profissionais de intervenção precoce no âmbito do SNIPI, que apoie a definição, a nível nacional, de linhas orientadoras para a Formação em serviço e para a Supervisão dirigidas às ELI e outras estruturas do SNIPI, que ilustrem as práticas recomendadas e permitam apoiar a implementação das práticas de qualidade.

É importante, num sistema de Qualidade, considerar o processo de capacitação dos profissionais de IP como algo complexo, que envolve a planificação de uma estrutura continua e com recurso a praticas baseadas na evidência: Modelo conceptual, Formação Continua e Supervisão.

OBJETIVO ESPECÍFICO?

Até março de 2016, proportcionar aos profissionais de IPI um quadro de referência comum, orientador para práticas eficazes e promotoras da participação e empowerment das famílias e da qualidade de vida das crianças.

Que Atividades?

Em Janeiro 2016 foi publicado o guia Práticas Recomendadas em Intervenção Precoce: Um Guia para Profissionais. A sua elaboração resultou da colaboração entre várias estruturas e especialistas nacionais e internacionais da área da IPI. Foram impressos 370 exemplares financiados pela FCG que foram distribuídos por todas as instâncias do SNIPI – 146 equipas locais de intervenção (ELI), 18 núcleos de supervisão técnica (NST), 5subcomissões e a Comissão de Coordenação Nacional do SNIPI, assim como pelas 2 estruturas parceiras do Projeto e outras organizações relevantes da comunidade em IPI.

Este, ao ser disponibilizado a todos os agentes envolvidos no sistema de intervenção precoce na infância, constitui-se atualmente como um pilar para a intervenção com as crianças e famílias e para a formação e supervisão a providenciar no âmbito da IPI.

O Livro “Práticas Recomendadas em Intervenção Precoce na Infância: Um Guia para Profissionais” contem um conjunto de linhas orientadoras que faculta um enquadramento conceptual atual e permite definir um referencial para o SNIPI relativamente a práticas transdisciplinares, inclusivas, centradas na família e baseadas nas comunidades. Constitui um pilar essencial para a formação e supervisão a providenciar no âmbito da IPI e é um bom ponto de partida para a definição de critérios de qualidade e de indicadores para avaliação das práticas na intervenção com as crianças e famílias.

Os seminários de apresentação do Guia, realizados nas 5 regiões do país, tiveram uma ampla adesão dos profissionais, famílias, parceiros e comunidade em geral (total:1655 participantes),devido, em grande parte, à boa articulação com as Subcomissões do SNIPI na organização.

Outro marco foi a conceção/dinamização de 16 ações de formação (de 24h,perfazendo um total de 384h) sobre as práticas recomendadas em IPI, que alcançou 439 profissionais de todas as ELI e NST do SNIPI, indo ao encontro das necessidades formativas dos profissionais.

Síntese dos Resultados

  • Guia distribuído a TODAS as ELI, NST e elementos da CC Nacional e Subcomissões do SNIPI;
  • Disseminação das práticas recomendadas nas 5 regiões do país;
  • Formação oferecida a 27,5% do total de profissionais de IPI  (439 em 1597 profissionais);
  • Plataforma de colaboração entre ANIP, SNIPI, Comunidade Científica e Associação Pais-em-Rede.

A adoção de um modelo conceptual uniforme passa pela necessidade de Formação dos profissionais da ELI com base em referenciais que ilustrem as práticas recomendadas e, seguidamente pela Supervisão que acompanhe a intervenção dos profissionais das ELI, assegurando que as Boas Práticas chegam às crianças e famílias na IPI.

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